terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Desenho Didático; Educação Ambiental no Curso de Pedagogia.


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Curso de Especialização: Docência do Ensino Superior
Disciplina: Educação e Tecnologias da Informação e Comunicação
Docente: MaristejaMidlej S. de Araújo Veloso
Discentes: Carla Fátima, Jéssica Lúcia, Karina Cardoso, Khalil Manoel e Mariana Oliveira


Roteiro para Elaboração de Desenho Didático

Proposta de Formação de Educação Ambiental no Curso de Pedagogia

Esta disciplina é de 30 horas de estudos que serão desenvolvidos em aproximadamente quatro semanas. Espero que nesse período eu possa auxiliá-lo em sua caminhada acadêmica. Estarei a sua disposição para orientá-lo no que for preciso. Você poderá encaminhar perguntas, tirar dúvidas e propor sugestões sempre que achar necessário, utilizando o e-mail informado no ambiente virtual. Suas mensagens serão respondidas o mais breve possível.
A disciplina “Educação Ambiental no Curso de Pedagogia” possui dois eixos temáticos. O primeiro abordará questões relacionadas à problemática socioambiental, os pressupostos e os fundamentos da educação ambiental. O segundo estabelecerá reflexões sobre a formação de professores em educação ambiental no curso de Pedagogia. As temáticas tratadas neste trabalho pretendem instrumentalizar o processo de formação de professores em uma perspectiva dialógica e prática reflexiva, fundamentada na ação participativa dos profissionais, cujos conhecimentos sobre o ambiente biofísico e os problemas associados às questões socioambientais possam criar condições para habilitá-los na busca de possíveis soluções para mitigá-los.

PARTE I: CONCEPÇÃO:

  1. Análise (identificação):

a.      Público Alvo: Os participantes da formação em educação ambiental será estudantes do curso de Pedagogia.

b.      Formação Acadêmica: Estudantes do 6º semestre de graduação do curso de Pedagogia.

c.       Perfil Profissional: Deseja-se formar o Pedagogo crítico e reflexivo, capaz de incorporar conhecimentos da educação ambiental na realidade cotidiana através suas das futuras práticas educativas nos diferentes contextos escolares escolares e não escolares. Por isso, essa proposta de formação foi estruturada com a intenção de promover inovações e enriquecimento na formação de professores e no fenômeno educativo nos espaços formativos, conforme será apresentada nesta proposta.

d.      Disponibilidade de tempo para estudo: O curso terá uma carga horária total de 40 horas, sendo divididas da seguinte forma: 10 horas semanais à distância, durante trinta dias.

e.      Levantamento das restrições técnicas:

f.        Identificar a necessidade de aprendizagem:
·      A Importância do Desenvolvimento Profissional Docente;
·    A Legislação sobre à Organização da Formação de Professores;
·    A Educação Ambiental na Formação de Professores;
·    A Formação de Professores no Curso de Pedagogia;
·  Análises e Discussões sobre a Educação Ambiental na Proposta curricular do curso de Pedagogia;
· Articular as dimensões das políticas públicas com a Dimensão Epistemológica/Metodológica em Educação Ambiental no Curso de Pedagogia.

g.       Objetivos:

Objetivo Geral: Inserir a educação ambiental na formação do professor para subsidiar  futuras práticas cotidianas da educação pedagógica de forma a contribuir com a formação de novos valores, novas atitudes, novos comportamentos e habilidades para disseminação da temática socioambiental.

Objetivos específicos:

1.       Subsidiar a formação do professor para a incorporar os pressupostos teórico-metodológicos da educação ambiental nos currículos escolares.
2.       Disseminar os conhecimentos socioambientais através de novas práticas pedagógicas embasadas nos conceitos e princípios da sustentabilidade articuladas com o cotidiano dos alunos.
3.       Abordar novos estudos sobre a educação ambiental no curso de Pedagogia a partir de vivências e experiências. E proporcionar reflexão sobre o papel da educação ambiental crítica e reflexiva aliada aos princípios da aprendizagem dialógica.

2.                  Design (especificação):

a.                  A partir da análise de necessidades, definir:

·         Carla Fátima
·         Jéssica Lúcia
·         Karina  Cardoso
·         Manoel dos Santos
·         Mariana Oliveira

·         Os conteúdos:
                                Eixos Temáticos:
1.       A PROBLEMÁTICA SOCIOAMBIENTAL, PRESSUPOSTOS E OS FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL       
·         Panorama da Problemática Socioambiental;  
·         Breve Histórico da Questão Socioambiental;  
·         Os Marcos Legais e Institucionais da Educação Ambiental no Brasil;
·         O Conceito de Educação Ambiental;     
·         A Educação Ambiental na Bahia;             
·   As Contribuições da Aprendizagem Dialógica na Formação Pedagógica em Educação Ambiental;
·         Procedimentos Metodológicos em Comunidade de Aprendizagem na Formação de Professores em Educação Ambiental.  
2. REFLEXÕES SOBRE A FORMAÇÃO DE PROFESSORES EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO CURSO DE PEDAGOGIA              
·         A Importância do Desenvolvimento Profissional Docente;  
·         A Legislação sobre à Organização da Formação de Professores;
·         A Educação Ambiental na Formação de Professores;                   
·         A Formação de Professores no Curso de Pedagogia;                    
·    Análises e Discussões sobre a Educação Ambiental na Proposta Curricular do Curso de Pedagogia;
·   Políticas Públicas e a Dimensão Epistemológica/Metodológica em Educação Ambiental no Curso de Pedagogia.

·         As abordagens Pedagógicas e Estratégias Metodológicas:

A formação está fundamentada na concepção de aprendizagem dialógica. Esta concepção de aprendizagem dialógica oferece suporte teórico-metodológico para a realização de práticas educativas em educação ambiental. Tais concepções teórico-metodológicas foram elaboradas pelo Centro Especial de Investigación en Teorías y Prácticas Superadoras de Desigualdades da Universitad de Barcelona (CREA) (FLECHA, 1997).
A concepção de aprendizagem dialógica está pautada em sete princípios, a saber: diálogo igualitário, inteligência cultural, transformação, dimensão instrumental, criação de sentido, solidariedade e igualdade de diferenças (Ibid., 1997). Esta concepção de aprendizagem sustenta-se no referencial teórico da ação comunicativa, de Jurgen Habermas ([1981]2001), a qual parte do pressuposto que todas as pessoas têm a capacidade de linguagem e ação. E na abordagem sociocultural/teoria da ação dialógica, desenvolvida pelo educador brasileiro, Paulo Freire.
O diálogo possibilita a transformação do ser humano por meio do uso da palavra verdadeira e com isso possibilita o encontro, a reflexão e a ação a partir da interação. Este por sua vez, favorece a busca de caminhos para a construção de novas ideias, e dessa maneira, constrói as bases para a construção de novas relações pautadas na humanização. Pois, ao desvelar o mundo não compreendido à primeira vista, o ser humano vai se envolvendo se comprometendo com a práxis, com a sua transformação (FREIRE, 1979).
A partir da aprendizagem dialógica cria-se oportunidade para a utilização de “habilidades comunicativas”, onde a “[...] aprendizagem dos elementos fundamentais de nossa realidade é focalizada, mas os objetivos a serem alcançados e os conteúdos a serem desenvolvidos são consensualizados coletivamente entre profissionais, familiares e estudantes” (MELLO, et al., 2012, p. 65).
Com base nestes fundamentos, as estratégias metodológicas que norteiam esta formação como proposta formativa  estão pautadas nas tertúlias dialógicas pedagógicas (discussão em grupo), chat, fóruns, produção de vídeos das visitas formativas nos diferentes contextos socioambientais para inserção nos blogs, podcast, análises de situações e realidades socioambientais no contexto das práticas educativas.

3.                  Avaliação:

O processo de avaliação será realizado ao longo de todo o desenvolvimento das atividades formativas da disciplinae da participação, interação, e cumprimento das atividades no prazo estabelecido pelo cronograma. A avaliação deve ser sempre dialógica, processual, participativa. O formador verificará em que medida o curso proporcionou aos estudantes mudanças de valores, atitudes, hábitos e crenças nos estudantes, e ainda o desenvolvimento e a aquisição de outras competências, conforme indicam (TOMAZELLO e FERREIRA, 2001, p. 205).
[...] capacidade de elaborar, concluir e participar de um projeto interdisciplinar e/ou transdisciplinar, capacidade de integrar os objetivos da educação ambiental nas diferentes disciplinas e determinar um marco conceitual comum; capacidade de apreciar e responder às necessidades da comunidade local com perspectiva de um desenvolvimento sustentável; a capacidade de introduzir uma dimensão mais global da educação ambiental.
Como parte desse processo de avaliação os estudantes devem entregar quando, toma-se como base avaliativa a entrega dos seguintes produtos finais:
1. Diagnóstico contendo análise sobre a inserção de práticas de educação ambiental no planejamento dos professores e propor soluções para as lacunas encontradas, estabelecendo reflexão-ação durante as práticas educativas.
2. Entregar projeto pedagógico com reformulação curricular ou sobre uma temática socioambiental relevante para o contexto, que garanta a inserção dos fundamentos teórico-práticos, dos princípios e das diretrizes da educação ambiental nas práticas educativas dos professores no contexto escolar de forma interdisciplinar e articulado com as principais políticas públicas de educação básica. É pré-requisito que os estudantes tenham noções básicas sobre como elaborar um projeto político pedagógico (NOGUEIRA, 2009)37,compreendendo sua importância, necessidades, objetivos e etapas de construção. A partir disso, definir o processo para sua construção participativa.
3. Os produtos do processo da pesquisa-ação serão avaliados como resultado do percurso formativo.

Referências:
FILASTRO, Andrea. Design Instrucional na prática. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2008.
SANTOS, Edméa e VELOSO, Maristela Midlej S. de A. Desenho Educacional. Material interno do curso de Especialização em Inovação e Gestão em EAD. São Paulo: USP, 2014.


sábado, 28 de janeiro de 2017

Inflexões referentes ao texto de Pierre Lévy - As mutações da educação e a economia do saber



À luz de Lévy (2000, p. 169) a "demanda de informação não apenas conhece um enorme conhecimento quantitativo, ela sofre também uma profunda mutação qualitativa no sentido de uma necessidade crescente de diversificação e de personalização".

Diante do exposto, seguem inflexões que permeiam o texto.

Como manter as práticas pedagógicas atualizadas com esses novos processos de conhecimento?
Inserir a tecnologia de forma planejada e articulada de acordo ao conteúdo didático-pedagógico. O professor deve utilizar a tecnologia como um dispositivo que integra os conteúdos não apenas utilizando esta como instrumento técnico, mas também como uma vertente de planejamento e organização  ao dinamizar a prática pedagógica a partir dos diversos recursos oferecidos.


Quais os benefícios da aprendizagem cooperativa no processo de ensino-aprendizagem?
A mudança qualitativa nesse método traz uma direção promissora na perspectiva da inteligência coletiva dentro do domínio social. Há compartilhamento de saberes e o professor torna-se um "animador" na inteligência coletiva. Segundo Lévy (2000. p. 171), " Sua atividade será concentrada no acompanhamento e na gestão de aprendizagens; o incitamento à troca de saberes, à mediação relacional e simbólica, à pilotagem personalizada dos percursos de aprendizagem."



Deveres do poder público na garantia à todos do acesso aberto e gratuito aos recursos tecnológicos
  • Inclusão digital e formação de professores para a mediação pedagógica, utilizando meios tecnológicos para a construção de conhecimento;
  • Para que a democratização aconteça, é necessária a institucionalização do ensino (a escola e a universidade);
  • "A relação intensa com a aprendizagem, a transmissão e a produção de conhecimentos não de mais reservada a uma elite, diz agora a respeito à massa de pessoas em suas vidas cotidianas e seus trabalhos". (Lévy, 2000, p. 173).
  

Como as novas práticas educativas, mediadas pelas novas tecnologias, podem efetivamente favorecer o desenvolvimento da aprendizagem para que o aluno atue para transformar a sua realidade.