Educação e Tecnologias da Informação e Comunicação
Esse dispositivo tem o intuito de discutir temáticas ligadas à educação, à comunicação e tecnologia, de maneira didática, simples, interativa e atrativa. Com o foco nos discentes de curso de graduação e pós-graduação, visa apresentar a inserção da tecnologia no processo de ensino e aprendizagem do ensino superior através de abordagens e estratégias pedagógicas, pensando suas implicações na relação de como pensar e fazer educação, no contexto da cibercultura.
terça-feira, 7 de julho de 2020
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
Desenho Didático; Educação Ambiental no Curso de Pedagogia.
|
Curso de Especialização:
Docência do Ensino Superior
Disciplina: Educação
e Tecnologias da Informação e Comunicação
Docente:
MaristejaMidlej S. de Araújo Veloso
Discentes: Carla
Fátima, Jéssica Lúcia, Karina Cardoso, Khalil Manoel e Mariana Oliveira
Proposta
de Formação de Educação Ambiental no Curso de Pedagogia
Esta disciplina é de 30 horas de
estudos que serão desenvolvidos em aproximadamente quatro semanas. Espero que
nesse período eu possa auxiliá-lo em sua caminhada acadêmica. Estarei a sua
disposição para orientá-lo no que for preciso. Você poderá encaminhar
perguntas, tirar dúvidas e propor sugestões sempre que achar necessário,
utilizando o e-mail informado no ambiente virtual. Suas mensagens serão
respondidas o mais breve possível.
A disciplina “Educação Ambiental no Curso de Pedagogia” possui dois eixos temáticos.
O primeiro abordará questões relacionadas à problemática socioambiental, os
pressupostos e os fundamentos da educação ambiental. O segundo estabelecerá
reflexões sobre a formação de professores em educação ambiental no curso de
Pedagogia. As temáticas tratadas neste trabalho pretendem instrumentalizar o
processo de formação de professores em uma perspectiva dialógica e prática
reflexiva, fundamentada na ação participativa dos profissionais, cujos
conhecimentos sobre o ambiente biofísico e os problemas associados às questões
socioambientais possam criar condições para habilitá-los na busca de possíveis
soluções para mitigá-los.
PARTE I:
CONCEPÇÃO:
- Análise
(identificação):
a. Público Alvo: Os participantes da formação
em educação ambiental será estudantes do curso de Pedagogia.
b. Formação Acadêmica: Estudantes do 6º
semestre de graduação do curso de Pedagogia.
c. Perfil Profissional: Deseja-se formar o
Pedagogo crítico e reflexivo, capaz de incorporar conhecimentos da educação
ambiental na realidade cotidiana através suas das futuras práticas educativas
nos diferentes contextos escolares escolares e não escolares. Por isso, essa
proposta de formação foi estruturada com a intenção de promover inovações e
enriquecimento na formação de professores e no fenômeno educativo nos espaços
formativos, conforme será apresentada nesta proposta.
d. Disponibilidade de tempo para estudo: O
curso terá uma carga horária total de 40 horas, sendo divididas da seguinte
forma: 10 horas semanais à distância, durante trinta dias.
e. Levantamento das restrições técnicas:
f.
Identificar
a necessidade de aprendizagem:
·
A
Importância do Desenvolvimento Profissional Docente;
· A Legislação sobre
à Organização da Formação de Professores;
· A Educação
Ambiental na Formação de Professores;
· A Formação de
Professores no Curso de Pedagogia;
· Análises e Discussões sobre a
Educação Ambiental na Proposta curricular do curso de Pedagogia;
· Articular as dimensões das políticas
públicas com a Dimensão Epistemológica/Metodológica em Educação Ambiental no
Curso de Pedagogia.
g. Objetivos:
Objetivo
Geral: Inserir a educação ambiental na
formação do professor para subsidiar futuras práticas cotidianas da
educação pedagógica de forma a contribuir com a formação de novos valores,
novas atitudes, novos comportamentos e habilidades para disseminação da
temática socioambiental.
Objetivos
específicos:
1. Subsidiar a formação do professor para
a incorporar os pressupostos teórico-metodológicos da educação ambiental nos
currículos escolares.
2. Disseminar os conhecimentos
socioambientais através de novas práticas pedagógicas embasadas nos conceitos e
princípios da sustentabilidade articuladas com o cotidiano dos alunos.
3. Abordar novos estudos sobre a educação
ambiental no curso de Pedagogia a partir de vivências e experiências. E
proporcionar reflexão sobre o papel da educação ambiental crítica e reflexiva
aliada aos princípios da aprendizagem dialógica.
2.
Design
(especificação):
a.
A
partir da análise de necessidades, definir:
·
Carla Fátima
·
Jéssica
Lúcia
·
Karina
Cardoso
·
Manoel dos
Santos
·
Mariana
Oliveira
·
Os
conteúdos:
Eixos Temáticos:
1. A PROBLEMÁTICA SOCIOAMBIENTAL,
PRESSUPOSTOS E OS FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL
·
Panorama
da Problemática Socioambiental;
·
Breve
Histórico da Questão Socioambiental;
·
Os
Marcos Legais e Institucionais da Educação Ambiental no Brasil;
·
O
Conceito de Educação Ambiental;
·
A
Educação Ambiental na Bahia;
· As Contribuições da Aprendizagem
Dialógica na Formação Pedagógica em Educação Ambiental;
·
Procedimentos
Metodológicos em Comunidade de Aprendizagem na Formação de Professores em
Educação Ambiental.
2.
REFLEXÕES SOBRE A FORMAÇÃO DE PROFESSORES EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO CURSO DE
PEDAGOGIA
·
A
Importância do Desenvolvimento Profissional Docente;
·
A
Legislação sobre à Organização da Formação de Professores;
·
A
Educação Ambiental na Formação de Professores;
·
A
Formação de Professores no Curso de Pedagogia;
· Análises e Discussões sobre a Educação
Ambiental na Proposta Curricular do Curso de Pedagogia;
· Políticas Públicas e a Dimensão
Epistemológica/Metodológica em Educação Ambiental no Curso de Pedagogia.
·
As
abordagens Pedagógicas e Estratégias Metodológicas:
A
formação está fundamentada na concepção de aprendizagem dialógica. Esta
concepção de aprendizagem dialógica oferece suporte teórico-metodológico para a
realização de práticas educativas em educação ambiental. Tais concepções
teórico-metodológicas foram elaboradas pelo Centro Especial de Investigación en
Teorías y Prácticas Superadoras de Desigualdades da Universitad de Barcelona
(CREA) (FLECHA, 1997).
A
concepção de aprendizagem dialógica está pautada em sete princípios, a saber:
diálogo igualitário, inteligência cultural, transformação, dimensão
instrumental, criação de sentido, solidariedade e igualdade de diferenças
(Ibid., 1997). Esta concepção de aprendizagem sustenta-se no referencial
teórico da ação comunicativa, de Jurgen Habermas ([1981]2001),
a qual parte do pressuposto que todas as pessoas têm a capacidade de linguagem
e ação. E na abordagem sociocultural/teoria da ação dialógica, desenvolvida
pelo educador brasileiro, Paulo Freire.
O
diálogo possibilita a transformação do ser humano por meio do uso da palavra
verdadeira e com isso possibilita o encontro, a reflexão e a ação a partir da
interação. Este por sua vez, favorece a busca de caminhos para a construção de
novas ideias, e dessa maneira, constrói as bases para a construção de novas
relações pautadas na humanização. Pois, ao desvelar o mundo não compreendido à
primeira vista, o ser humano vai se envolvendo se comprometendo com a práxis,
com a sua transformação (FREIRE, 1979).
A
partir da aprendizagem dialógica cria-se oportunidade para a utilização de
“habilidades comunicativas”, onde a “[...] aprendizagem dos elementos
fundamentais de nossa realidade é focalizada, mas os objetivos a serem
alcançados e os conteúdos a serem desenvolvidos são consensualizados
coletivamente entre profissionais, familiares e estudantes” (MELLO, et al.,
2012, p. 65).
Com
base nestes fundamentos, as estratégias metodológicas que norteiam esta
formação como proposta formativa estão pautadas nas tertúlias
dialógicas pedagógicas (discussão em grupo), chat, fóruns, produção de vídeos das visitas
formativas nos diferentes contextos socioambientais para inserção nos blogs,
podcast, análises de situações e realidades socioambientais no contexto das
práticas educativas.
3.
Avaliação:
O
processo de avaliação será realizado ao longo de todo o desenvolvimento das
atividades formativas da disciplinae da participação, interação, e cumprimento
das atividades no prazo estabelecido pelo cronograma. A avaliação deve ser
sempre dialógica, processual, participativa. O formador verificará em que
medida o curso proporcionou aos estudantes mudanças de valores, atitudes,
hábitos e crenças nos estudantes, e ainda o desenvolvimento e a aquisição de
outras competências, conforme indicam (TOMAZELLO e FERREIRA, 2001, p. 205).
[...] capacidade de elaborar, concluir
e participar de um projeto interdisciplinar e/ou transdisciplinar, capacidade
de integrar os objetivos da educação ambiental nas diferentes disciplinas e
determinar um marco conceitual comum; capacidade de apreciar e responder às
necessidades da comunidade local com perspectiva de um desenvolvimento
sustentável; a capacidade de introduzir uma dimensão mais global da educação
ambiental.
Como
parte desse processo de avaliação os estudantes devem entregar quando, toma-se
como base avaliativa a entrega dos seguintes produtos finais:
1.
Diagnóstico contendo análise sobre a inserção de práticas de educação ambiental
no planejamento dos professores e propor soluções para as lacunas encontradas,
estabelecendo reflexão-ação durante as práticas educativas.
2.
Entregar projeto pedagógico com reformulação curricular ou sobre uma temática
socioambiental relevante para o contexto, que garanta a inserção dos
fundamentos teórico-práticos, dos princípios e das diretrizes da educação
ambiental nas práticas educativas dos professores no contexto escolar de forma
interdisciplinar e articulado com as principais políticas públicas de educação
básica. É pré-requisito que os estudantes tenham noções básicas sobre como
elaborar um projeto político pedagógico (NOGUEIRA, 2009)37,compreendendo sua
importância, necessidades, objetivos e etapas de construção. A partir disso,
definir o processo para sua construção participativa.
3.
Os produtos do processo da pesquisa-ação serão avaliados como resultado do
percurso formativo.
Referências:
FILASTRO, Andrea. Design Instrucional
na prática. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2008.
SANTOS, Edméa e VELOSO, Maristela
Midlej S. de A. Desenho Educacional. Material interno do curso de
Especialização em Inovação e Gestão em EAD. São Paulo: USP, 2014.
sábado, 28 de janeiro de 2017
Inflexões referentes ao texto de Pierre Lévy - As mutações da educação e a economia do saber
À luz de Lévy (2000, p. 169) a "demanda de informação não apenas conhece um enorme conhecimento quantitativo, ela sofre também uma profunda mutação qualitativa no sentido de uma necessidade crescente de diversificação e de personalização".
Diante do exposto, seguem inflexões que permeiam o
texto.
Como manter as práticas pedagógicas atualizadas com
esses novos processos de conhecimento?
Inserir a tecnologia de forma planejada e
articulada de acordo ao conteúdo didático-pedagógico. O professor deve utilizar
a tecnologia como um dispositivo que integra os conteúdos não apenas utilizando
esta como instrumento técnico, mas também como uma vertente de planejamento e
organização ao dinamizar a prática pedagógica a partir dos diversos recursos
oferecidos.
Quais os benefícios da aprendizagem cooperativa no
processo de ensino-aprendizagem?
A mudança qualitativa nesse método traz uma direção
promissora na perspectiva da inteligência coletiva dentro do domínio social. Há
compartilhamento de saberes e o professor torna-se um "animador" na
inteligência coletiva. Segundo Lévy (2000. p. 171), " Sua atividade será
concentrada no acompanhamento e na gestão de aprendizagens; o incitamento à
troca de saberes, à mediação relacional e simbólica, à pilotagem personalizada
dos percursos de aprendizagem."
Deveres do poder público na garantia à todos do
acesso aberto e gratuito aos recursos tecnológicos
- Inclusão digital e formação de professores para a mediação pedagógica, utilizando meios tecnológicos para a construção de conhecimento;
- Para que a democratização aconteça, é necessária a institucionalização do ensino (a escola e a universidade);
- "A relação intensa com a aprendizagem, a transmissão e a produção de conhecimentos não de mais reservada a uma elite, diz agora a respeito à massa de pessoas em suas vidas cotidianas e seus trabalhos". (Lévy, 2000, p. 173).
Como as novas práticas educativas, mediadas pelas
novas tecnologias, podem efetivamente favorecer o desenvolvimento da
aprendizagem para que o aluno atue para transformar a sua realidade.
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